LULAS MINHAS QUERIDAS MANAS
CEFALÓPODES E lobos
Na sexta-feira passada fui falar com o Presidente de Administração do H.A.L. a propósito de um engano que os novos horários para os médicos do Serviço de Estomatologia traziam.
Depois de desfeito o engano o que foi rápido, deu-me o Presidente a noticia de que ele me classificava não na classe dos mamíferos ordem dos primatas como seria de pensar (quem pensa com a cabeça claro) mas na classe dos peixes, ordem dos cefalópodes.
Como o nome indica cefalópodes (pés na cabeça) são os polvos, as lulas e os chocos e Eu também, pelo menos na perspectiva do Presidente, uma vez que segundo ele penso e escrevo com os pés.
Não direi que foi uma conversa cordata, não foi, o Presidente, penso eu, com os pés, excedeu-se tanto nos insultos como na gritaria.
Todos nós de quando em vez perdemos a calma e nos excedemos, não levo a mal por isso. Naquele dia foi ele, noutro posso ser eu. Não será também esta cena que me levará a ter outra ideia tanto do presidente como da restante administração e que tenho divulgado amplamente, não sub-repticiamente e às “por trás” como me acusou, uma vez que este blog onde tenho exposto o que (não só eu) penso foi assinado por mim desde o principio.
Aliás não me insulta quem quer só quem eu deixo, e como disse ao Presidente, não tenho consideração suficiente pela a administração nem por ele para sentir-me incomodado com os insultos que me dirigiu, como diz o povo “vozes de burro não chegam ao céu”. Por isso mesmo pedi a demissão do cargo de director de serviço. (que foi aceite)
A diferença de pontos de vista é abissal. Mas não é isso que está em causa. Algumas medidas com já disse, até posso estar de acordo, mas que se organize com as pessoas que trabalham no hospital e não contra elas. Também não é isso que está em causa.
O que realmente está em causa é a sensação de que se está a paralisar o hospital, de que o futuro já está bem definido, mas que não há a coragem de o dizer. Em vez disso vamos tendo cortes a avulso, noticias nos jornais que levantam a ponta do véu mas que deixam para trás o essencial de modo que a especulação torna-se a única forma de tentarmos prever o que será o nosso futuro próximo.
E posso afirmar com toda a certeza, que a maioria das pessoas que trabalham no hospital pensam que o nosso futuro é do pior. Pensam que ao contrário da administração anterior, por muito má que tenha sido e digam, tentou dotar o hospital de mais meios e recursos humanos de molde que o hospital pudesse rivalizar com qualquer um. Esta pelo contrário desmancha e acaba com o que puder para entregar de bandeja e com o sentido de dever cumprido.
A sensação que tenho e é partilhada por muitos é de que um belo dia ao meter-me no carro a caminho do hospital ouvirei o noticiário da telefonia a dizer que está formado o Centro Hospitalar da Beira Interior com todas as consequências inerentes.
Se no que respeita aos insultos eles me honram muito já com as ameaças tenho mais dificuldade em lidar.
Pertenci ao movimento estudantil de oposição ao regime de anterior desde muito cedo, antes de entrar para a faculdade, e aquilo que mais me irrita desde sempre foi a prepotência de que pensa que manda.
Ameaças não se fazem, não são demonstrações de bom carácter, ou se faz cumprir a lei OU NÃO SE FAZ.
Estou de consciência muito tranquila pois toda a minha actividade no hospital tem tido a preocupação desde o inicio de servir sobretudo quem mais sofre e não tem meios para recorrer a outro lado.
Nas minhas decisões que poderiam ser mais polémicas foram acautelados os princípios de ordem ética e deontológica. Consultei a Ordem dos Médicos, os Sindicatos e a COMISSÃO NACIONAL DE PROTEÇÃO DE DADOS.
O mesmo tenho a certeza não fez a administração. POR ISSO CUMPRAM AS AMEAÇAS e veremos que pagará.
Senão gostam do que escrevo melhor, quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.
Deste humilde choco
Vasco Rolo
Na sexta-feira passada fui falar com o Presidente de Administração do H.A.L. a propósito de um engano que os novos horários para os médicos do Serviço de Estomatologia traziam.
Depois de desfeito o engano o que foi rápido, deu-me o Presidente a noticia de que ele me classificava não na classe dos mamíferos ordem dos primatas como seria de pensar (quem pensa com a cabeça claro) mas na classe dos peixes, ordem dos cefalópodes.
Como o nome indica cefalópodes (pés na cabeça) são os polvos, as lulas e os chocos e Eu também, pelo menos na perspectiva do Presidente, uma vez que segundo ele penso e escrevo com os pés.
Não direi que foi uma conversa cordata, não foi, o Presidente, penso eu, com os pés, excedeu-se tanto nos insultos como na gritaria.
Todos nós de quando em vez perdemos a calma e nos excedemos, não levo a mal por isso. Naquele dia foi ele, noutro posso ser eu. Não será também esta cena que me levará a ter outra ideia tanto do presidente como da restante administração e que tenho divulgado amplamente, não sub-repticiamente e às “por trás” como me acusou, uma vez que este blog onde tenho exposto o que (não só eu) penso foi assinado por mim desde o principio.
Aliás não me insulta quem quer só quem eu deixo, e como disse ao Presidente, não tenho consideração suficiente pela a administração nem por ele para sentir-me incomodado com os insultos que me dirigiu, como diz o povo “vozes de burro não chegam ao céu”. Por isso mesmo pedi a demissão do cargo de director de serviço. (que foi aceite)
A diferença de pontos de vista é abissal. Mas não é isso que está em causa. Algumas medidas com já disse, até posso estar de acordo, mas que se organize com as pessoas que trabalham no hospital e não contra elas. Também não é isso que está em causa.
O que realmente está em causa é a sensação de que se está a paralisar o hospital, de que o futuro já está bem definido, mas que não há a coragem de o dizer. Em vez disso vamos tendo cortes a avulso, noticias nos jornais que levantam a ponta do véu mas que deixam para trás o essencial de modo que a especulação torna-se a única forma de tentarmos prever o que será o nosso futuro próximo.
E posso afirmar com toda a certeza, que a maioria das pessoas que trabalham no hospital pensam que o nosso futuro é do pior. Pensam que ao contrário da administração anterior, por muito má que tenha sido e digam, tentou dotar o hospital de mais meios e recursos humanos de molde que o hospital pudesse rivalizar com qualquer um. Esta pelo contrário desmancha e acaba com o que puder para entregar de bandeja e com o sentido de dever cumprido.
A sensação que tenho e é partilhada por muitos é de que um belo dia ao meter-me no carro a caminho do hospital ouvirei o noticiário da telefonia a dizer que está formado o Centro Hospitalar da Beira Interior com todas as consequências inerentes.
Se no que respeita aos insultos eles me honram muito já com as ameaças tenho mais dificuldade em lidar.
Pertenci ao movimento estudantil de oposição ao regime de anterior desde muito cedo, antes de entrar para a faculdade, e aquilo que mais me irrita desde sempre foi a prepotência de que pensa que manda.
Ameaças não se fazem, não são demonstrações de bom carácter, ou se faz cumprir a lei OU NÃO SE FAZ.
Estou de consciência muito tranquila pois toda a minha actividade no hospital tem tido a preocupação desde o inicio de servir sobretudo quem mais sofre e não tem meios para recorrer a outro lado.
Nas minhas decisões que poderiam ser mais polémicas foram acautelados os princípios de ordem ética e deontológica. Consultei a Ordem dos Médicos, os Sindicatos e a COMISSÃO NACIONAL DE PROTEÇÃO DE DADOS.
O mesmo tenho a certeza não fez a administração. POR ISSO CUMPRAM AS AMEAÇAS e veremos que pagará.
Senão gostam do que escrevo melhor, quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.
Deste humilde choco
Vasco Rolo

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